Redes Sociais: esteja atento à propaganda disfarçada

As redes sociais são hoje um dos veículos preferenciais para propaganda, falso ativismo, nomeadamente ambiental, e fake news.

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As redes sociais são hoje um dos veículos preferenciais para propaganda, falso ativismo, nomeadamente ambiental, e fake news.

Em Portugal, além da vertente desportiva há muito identificada, e dos casos mais ou menos conhecidos de dinamização de ordas de “comentadores de pacotilha” nas notícias e fóruns pagos pelos principais partidos, assiste-se a uma manipulação de milhares de pessoas, incognitamente, sob a capa de pretensas associações, movimentos e até indivíduos, por parte de partidos com pouca expressão fora dos media e outros movimentos marginais, que, com o barulho de fingem fazer, ganham o seu espaço público.

A revista Sábado, na sua edição de 12 de julho, levanta a ponta do véu a propósito de “alguns curiosos protagonistas da causa” contra o petróleo, num artigo intitulado “As Matrioscas do activismo verde”, em que são expostas as ligações de movimentos e de associações que não existem mas que agem como se fossem reais, embocando muitas delas nos articulistas da plataforma de propaganda do Bloco de Esquerda.

 

Como é que a propaganda sem rosto funciona:

  • Criação de páginas de facebook ou outras redes sociais dedicadas a um tema específico;
  • Estas páginas atraem pessoas genuinamente preocupadas com as temáticas em causa, sem saberem que estão a “entrar” numa plataforma de propaganda e que estão a ser veículo de mensagens para as suas próprias redes, espalhando conteúdos propagandísticos;
  • Uma vez construída uma boa base de pessoas aderentes, estas páginas promovem a partilha de informação ou factos parciais que alimentam uma determinada visão;
  • Qualquer discussão ou opinião contrária é prontamente “achincalhada” conotando quem tem uma opinião diferente com estar de alguma forma a “ganhar” com a situação, evitando que essa mesma discussão se gere. Na maioria das vezes o cultivo do ódio vai desde os pedidos de demissão a responsáveis políticos até aos desejos de justiça pelas próprias mãos ou de morte no cadasfalto;
  • Com as ligações partidárias que existem na comunicação social, especialmente a alguns títulos nacionais, fazem sair os temas das redes sociais para os media tradicionais que acabam por credibilizar, na maioria das vezes, de forma acéfala, sem procurar o contraditório, essas mesmas causas; 
  • Os promotores da propaganda encapotada replicam depois os links desses media, de forma a credibilizarem os seus pressupostos iniciais; 
  • Não raras vezes, até os restantes partidos acabam por “surfar” a onda e tornar um tema que tem como base uma visão distorcida num assunto nacional, consolidando a questão e levando até a iniciativas legislativas que condicionam a sociedade.

 

Tendo em conta que os mediadores do espaço público, que habitualmente eram os media, se demitem das suas funções de escrutínio e são, não raras vezes, verdadeiramente impulsionadores desta propaganda disfarçada de movimentos populares, é fundamental que cada um pondere, antes de aderir e ajudar à propaganda.

 

A PRIORI é um espaço livre de convidados do portal Fleed que abordam questões e temas da sociedade portuguesa ou internacional num tom incisivo e sem receio do politicamente correto.

 

As redes sociais são hoje um dos veículos preferenciais para propaganda, falso ativismo, nomeadamente ambiental, e fake news.

Em Portugal, além da vertente desportiva há muito identificada, e dos casos mais ou menos conhecidos de dinamização de ordas de “comentadores de pacotilha” nas notícias e fóruns pagos pelos principais partidos, assiste-se a uma manipulação de milhares de pessoas, incognitamente, sob a capa de pretensas associações, movimentos e até indivíduos, por parte de partidos com pouca expressão fora dos media e outros movimentos marginais, que, com o barulho de fingem fazer, ganham o seu espaço público.

A revista Sábado, na sua edição de 12 de julho, levanta a ponta do véu a propósito de “alguns curiosos protagonistas da causa” contra o petróleo, num artigo intitulado “As Matrioscas do activismo verde”, em que são expostas as ligações de movimentos e de associações que não existem mas que agem como se fossem reais, embocando muitas delas nos articulistas da plataforma de propaganda do Bloco de Esquerda.

 

Como é que a propaganda sem rosto funciona:

  • Criação de páginas de facebook ou outras redes sociais dedicadas a um tema específico;
  • Estas páginas atraem pessoas genuinamente preocupadas com as temáticas em causa, sem saberem que estão a “entrar” numa plataforma de propaganda e que estão a ser veículo de mensagens para as suas próprias redes, espalhando conteúdos propagandísticos;
  • Uma vez construída uma boa base de pessoas aderentes, estas páginas promovem a partilha de informação ou factos parciais que alimentam uma determinada visão;
  • Qualquer discussão ou opinião contrária é prontamente “achincalhada” conotando quem tem uma opinião diferente com estar de alguma forma a “ganhar” com a situação, evitando que essa mesma discussão se gere. Na maioria das vezes o cultivo do ódio vai desde os pedidos de demissão a responsáveis políticos até aos desejos de justiça pelas próprias mãos ou de morte no cadasfalto;
  • Com as ligações partidárias que existem na comunicação social, especialmente a alguns títulos nacionais, fazem sair os temas das redes sociais para os media tradicionais que acabam por credibilizar, na maioria das vezes, de forma acéfala, sem procurar o contraditório, essas mesmas causas; 
  • Os promotores da propaganda encapotada replicam depois os links desses media, de forma a credibilizarem os seus pressupostos iniciais; 
  • Não raras vezes, até os restantes partidos acabam por “surfar” a onda e tornar um tema que tem como base uma visão distorcida num assunto nacional, consolidando a questão e levando até a iniciativas legislativas que condicionam a sociedade.

 

Tendo em conta que os mediadores do espaço público, que habitualmente eram os media, se demitem das suas funções de escrutínio e são, não raras vezes, verdadeiramente impulsionadores desta propaganda disfarçada de movimentos populares, é fundamental que cada um pondere, antes de aderir e ajudar à propaganda.

 

A PRIORI é um espaço livre de convidados do portal Fleed que abordam questões e temas da sociedade portuguesa ou internacional num tom incisivo e sem receio do politicamente correto.

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